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Chá com as amigas

notas soltas ao virar da esquina

Chá com as amigas

notas soltas ao virar da esquina

Ter | 28.02.17

Obrigada!

 

um estudo que diz que o mais importante, ou melhor, aquilo que realmente faz a diferença nas nossas vidas, o que realmente contribui para a nossa felicidade, são as relações. Atrevo-me a dizer que será tudo aquilo que não se compra e que, por isso mesmo, é tão dificil de conseguir. E tão bom de ter! Ter com quem estar, por quem continuar, em quem confiar, quem abraçar, quem nos faça sorrir, quem nos deixe chorar, quem vá e sobretudo quem fique. Um lugar onde estar, onde voltar. Onde escrever. Com quem partilhar. 

Obrigada aos Blogs do Sapo, obrigada a quem lê este blog ainda recém-nascido, e obrigada ao Miguel, que sem fazer a menor ideia de que eu tinha um blog, soube imediatamente que era meu quando leu o destaque e me avisou! 

 

Obrigada ao  pelo destaque. 

 

 

 

 

 

 

 

Seg | 27.02.17

Ementa - semana 9

 

Há dias cheios de sol e outros quentes e nublados, aqueles a que chamamos de "abafados" e nem sempre o que está previsto para a refeição do dia parece estar de acordo com o humor do tempo...em dias cinzentos que ameaçam aguaceiros a qualquer momento não apetece tanto uma salada de tomate cherry com mozzarella e orégãos, mas talvez um tomate picadinho e temperado com o azeite e os óregãos, sobre uma fatia de pão com mozarella aquecidos no forno já pareça mais apetitoso e, no fundo os ingredientes são os mesmos (pode fazer-se sem o pão, levando os pratos com a mozzarella ao forno por alguns minutos). É este, acredito um dos segredos: adaptar. 

 

Ficam as ementas para a semana e o desejo de dias mais quentes...

 

Segunda-feira 

Sopa de Abóbora com Laranja e Gengibre

Millet com cogumelos e cenouras

Crumble de Maçã 

 

Terça-feira

Sopa de Mizo

Caril de Tofu com Arroz Basmati

Gelatina de Chá Principe

 

Quarta-feira 

Minestrone

Banana no Forno

 

Quinta-feira

Salada de Beterraba e Maçã

Guisado de Lentilhas com Seitan

Sorbet de Laranja e gengibre

 

Sexta-feira

Wraps de legumes (folha de arroz)

Massa Chinesa 

Cubos de maçã caramelizados

 

Bom apetite, boa semana. 

 

Seg | 20.02.17

Ementa - Semana 8

Tenho sempre dificuldade em decidir se a semana começa ao Domingo ou à Segunda-feira...pode ser que ao longo do tempo me engane uma ou outra vez...

Cá em casa, além de termos deixado de comer carne e peixe, estamos em reeducação alimentar, o que nem sempre facilita a preparação das refeições. Felizmente o T. almoça na escola e, assim almoço sempre (ou quase sempre) a mesma coisa: sopa e salada. Nos dias mais frios, repito a sopa ou faço uma salada mais consistente, de grão com pimento vermelho, por exemplo, e acompanho com um chá quentinho. Ao jantar tento que seja possível começar pela salada, sopa, prato e sobremesa*. 

 

Segunda-feira 

Salada de tomate com óregãos

Tarte de rúcula com tofu

Carpaccio de Pêra Rocha

 

Terça-feira

Salada de alface com coentros

Guisado de Grão-de-bico Libanês

Laranja com mel e nozes

 

Quarta-feira

Salada de Alface e tomate

Feijão encarnado com arroz e grelos

Maçã assada 

 

Quinta-feira

Salada Ibérica com raspas de parmesão

Bifinhos de seitan com cogumelos e cebola caramelizada

Tangerinas/Clementinas

 

Sexta-feira

Salada de endivias con nozes 

Tagine de vegetais

Laranja com mel e canela

 

*sobremesa: fruta apresentada de maneira mais apetecível sem aumentar muito o valor calórico da mesma. De vez em quando, gelatina vegetal, ou uma verdadeira sobremesa, como mousse de chocolate ou arroz-doce. 

 

 

 

 

Sab | 11.02.17

Tenho uma má notícia

Foi assim que a nossa amiga nos anunciou a morte, inesperada, da mãe. A meio do ensaio, a M., ainda sem querer acreditar, preferiu fazer-lhe a homenagem de mais uma canção antes de ir. 

Tenho aprendido tanto contigo! Até nesse momento foste um exemplo!  Que te venha sempre à lembrança esse último Domingo em família e tudo aquilo que te fizer sorrir...

 

 

 

 

 

Sab | 04.02.17

Como escolher onde viver

Há cerca de 3 anos mudei radicalmente de vida. Saí da cidade e assentei arraiais numa pequena vila do litoral. 

Assentei ou pensei assentar. Por razões várias, que vão do valor de renda que podia pagar ao estado das casas para onde mudámos passando por alguma atitude menos correcta de algum senhorio, estou neste momento na quinta casa. 

Esta quinta casa foi a que apareceu quando nos fazia falta. Não corresponde às nossas reais necessidades nem tem condições, sobretudo no Inverno, que nos proporcionem um dia-a-dia confortável. 

Neste momento, felizmente, a minha situação profissional é estável, tenho um ordenado decente, algumas regalias por trabalhar para uma empresa internacional e com isto, uma capacidade diferente em termos financeiros do que tinha há cerca de meio ano. E não consigo encontrar uma casa para arrendar!

Cerca de 40% das casas estão vazias, fechadas ao longo do ano, os restante 30% são alojamento local e, nos outros 20% reside a população local. Nos restantes 10% está tudo o resto: os arrendamentos anuais, os arrendamentos em que é preciso sair da casa de Junho a Setembro e também um já considerável número de casas afetas ao alojamento de trabalhadores imigrantes, multiplicando-se os T2 em que vivem, a tempo inteiro, 10 pessoas. É evidente que uma renda de €2000 não é o mesmo que uma de €500. Também o é que o desgaste provocado a um apartamente por 10 pessoas não é o mesmo que o de 2 pessoas e um par de gatos. 

Posto tudo isto, preciso decidir onde viver.

Em face das dificuldades em arranajr casa aqui, comecei a considerar alternativas. Aldeias vizinhas, quer no litoral quer no interior, a pequena cidade mais próxima, a sede de Concelho. 

Em nenhum lado encontrei uma casa disponível facilmente e em nenhum lugar uma casa pela qual me "apaixonasse". 

Resta-me decidir com base em critérios mais terra-a-terra, como a facilidade no dia-a-dia: escolas, compras, atividades, oferta cultural, valor da renda, autonomia para o adolescente da casa, segurança para os gatos e o cão, possibilidade de mobilar a gosto, etc...

E não estou a conseguir. Vou ouvindo umas "dicas" involuntariamente: é alguém que, numa série qualquer diz: "tu sabes o que tens que fazer, mas não queres", é o FB que me propõe artigo sobre "como trazer mais luz a uma divisão escura" e, lá me decidi a fazer a pesquisa fatídica: "Como decidir onde viver". 

 

Dos vários artigos que li, retenho este, da Penelope Trunk: "How to decide where to live?" é curto, claro e espero que me ajude a encontrar a perspectiva certa para esta tomada de decisão. 

Da introdução sobressaem ideias como " não deixe a inercia levá-lo", "as grandes cidades vestem-se para atrair pessoas profissionalmente capacitadas" e, "o local onde vai viver e os seus filhos vão estudar terá, à partida, um cariz mais permanente que o seu emprego". Então, onde escolheria viver se tudo fosse possível?

1. Perceber o que é ralmente importante: o lugar é tão importante como ter um emprego que nos desafie mas não tão importante como a relação com a família e os amigos. 

2. Flexibilidade na carreira: provavelmente não terá o mesmo emprego ao longo da vida. Se já viver num lugar que satisfaça os seus interesses de "não-trabalhador" é mais provável que mude de carreira sem ter que mudar de casa. Um elevado custo de vida compromete a sua facilidade em mudar de carreira. 

3. Viva num sítio em que o seu rendimento seja pelo menos igual ao rendimento médio: se viver rodeado de gente que tem mais dinheiro do que você, vai achar que não tem o suficiente. O que interessa é o rendimento relativo. 

4. Considere que ter mais por onde escolher nem sempre é o mais desejável: não precisa de escolher entre 20 restaurantes ou 20 escolas. Ter muito por onde escolher deixa-nos nervosos e pode levar-nos a lamentar a decisão tomada ou estar sempre a pensar " e se..."

5. Não se desloque para longe do seu marido ou companheiro: parece que mais importante ainda que o dinheiro é o sexo e este tem que ser com um parceiro único e consistente para trazer grandes benefícios. ;)

6. Mantenha curto o tempo de deslocação para o trabalho: pode pensar que viver nos arredores será melhor para os seus filhos mas também pode passar o seu suposto tempo de qualidade com eles dentro do carro...

7. Procure populações diversificadas para uma vida enriquecedora: as grandes cidades estão a tornar-se cada vez mais homogéneas, à medida que o custo de vida vai empurrando os menos abastados para fora dos seus limites. 

8. Tome a decisão de melhorar o mundo: A solução não é competir com Lisboa e Porto e sim trazer mais-valias a cidades médias/pequenas: pode-se encontrar um sentido de comunidade, ajudando a promover a diversidade e criatividade nestas cidades. Pode ajudar a construir o novo modelo de cidade, onde haja espaço para pessoas com ideias e rendimentos diversos. A decisão é parecida com a de usar um carro hibrido: não podemos consertar o mundo, mas podemos viver de acordo com os nossos valores e a intenção de marcar a diferença. 

 

 

Esta transposição, ainda que próxima do artigo, reflete o que sou e procuro, pelo que talvez seja boa ideia lerem o post. 

 

mudanca.jpg

 

 

Qua | 01.02.17

...

                                    Why do we stop holding close the ones we love?